Trabalhadores verdes

   Olá meus queridos!

   Hoje trago-vos um tema sério, um tema que há quase 12 anos me causa fricção e ultimamente em particular grande revolta – recibos verdes.

   No meu primeiro emprego, um centro de explicações ao domicílio onde eu tinha a função de atribuir professores ao vários alunos que tínhamos em carteira, regia-me por um horário (das 9h às 18h) e um rendimento fixos contudo, não tive o prazer de ter contrato algum a não ser de prestação de serviços. Actualmente este seria um perfeito exemplo de um “falso recibo verde”, mas com 22 anos, acabadinha de sair da faculdade por isso sem qualquer experiência profissional, pouco percebia destas andanças – confesso que ainda agora o meu entendimento destes assuntos é praticamente nulo – o que acompanhado pela curta duração da minha estadia lá devido a falência da empresa, e por ser o meu primeiro ano com actividade aberta tendo portanto uma série de isenções, não causou grande transtorno.

   Porém, com o andar da carruagem, fui ficando com a clara sensação de que:

     — estava a trabalhar para aquecer, pois o que ganhava em 9 ou 10 meses tinha que chegar para as despesas, impostos e cobrir os meses de verão em que não trabalhava mas ainda assim pagava Segurança Social;

     — a cada início de ano lectivo, o número de aulas diminuía, andava por vezes entre três ou quatro escolas diferentes, anos houve inclusivamente em que parecia que levava uma vida dupla – professora de dia, lojista de noite;

     — os anos foram passando e, apesar de 10 anos consecutivos a trabalhar para uma empresa e, faz agora, 9 para outra, fora algumas experiências mais curtas, realmente ninguém é insubstituível e somos (des)tratados como qualquer outro lazarone que pouco ou nada contribua para a sociedade;

     — nunca iria ter nada meu , isto porque sem contrato não se conseguem empréstimos e sem estes dificilmente se compra uma casa, um carro ou até mesmo, imagine-se só, um telemóvel a prestações!

   Neste momento, certamente tenho já duas facções nos meus leitores. Os que têm contrato e se acham explorados (que provavelmente são sim, peço desculpa desde já) e os que como eu, sobrevivem a recibos verdes. Faz parte do ser humano ter uma opinião. O digníssimo ainda ontem me dizia que não era capaz de viver assim, nesta dúvida salarial constante e dei por mim a responder-lhe: “Tu habituas-te!”. Triste, não é? Não me interpretem mal, adoro o que faço. Nasci para ser professora e é no meio dos miúdos que me sinto realizada mas caramba….12 anos passados e não tenho nada a não ser uma torrente de dúvidas anuais que, infelizmente, vêm como que cronometradas a cada Setembro.

   Bom, a verdade é que se finalmente achava que tinha encontrado o meu espaço, não obstante os malfadados papelinhos verdes e as restrições que eles me impunham, senti que tinha alguma estabilidade geográfica e mental, pois é indubitavelmente mais simples colaborar apenas com uma entidade e cumprir com todas as obrigações inerentes, do que ter que mudar a ficha de cada vez que me deslocava para o outro emprego. Pois bem, eis que tudo isso ruiu quando, ao exigir o meu pagamento mensal, na verdade o único direito que efectivamente tenho e não pode ser contestado, fui praticamente empurrada pela janela do 5º andar. Acreditem…. O director não gostou da minha exigência e estava decidido a mandar-me embora a uma curta semana do ano lectivo começar, não fosse o facto de não ter ninguém que me substituísse prontamente e de saber que os meus alunos me curtem aos montões!

   E agora, vocês perguntam: “Ok, mas o que é o idiota miserável do teu chefe tem que ver com recibos verdes?”. A vida tem destas partidas e se num dia estava sem nada, eis que no final da semana tinha já outras ofertas. Problema – se aceitasse as três opções que queria, o rendimento era bom, todavia, como ultrapassaria o limite máximo que alguém a recibos verdes pode encaixar anualmente mantendo a isenção do IVA e da retenção na fonte, fiz as contas e cerca de 40% do meu vencimento mensal iria apenas servir para encher um nadita mais os bolsos de Estado.

   Então vocês pensam, valerá a pena trabalhar mais 8h por semana para receber menos 200€ ao final do mês? Já para não falar da imensidão de papelada extra que temos que preencher no meu amigo portal das finanças, a declarar cada reles cêntimo que entra para que os hipopótamos comilões mos venham arrancar da mão.

   Ontem uma colega disse-me o seguinte: “Os recibos verdes existem porque são muito mais rentáveis para o Estado do que os contratos tradicionais” e não é que essa constatação me caiu que nem laranja no leite?! Portanto o Governo permite que grande parte da população portuguesa trabalhe nestas condições, sem qualquer fiscalização, sem critérios e directrizes claras que avaliem caso a caso, puramente para engordar as suas contas e as de todas as Directoras das Raríssimas, construir casas abandonadas do vizinho do avô do primo do Presidente da Junta, pagar ordenados aos inspectores e assistentes sociais que roubam crianças e as vendem a Reinos de Deus e outras seitas e ainda……atribuir casas e rendimentos de 700€ a párias, criminosos, delinquentes e comunidades que deixaram de ser nómadas porque perceberam que podiam levar uma bruta vida a viver às custas de um país inteiro, que se mata a trabalhar para poder pagar as contas ao final do mês!

     Fico mesmo feliz eu…a sério….

   Em jeito de conclusão, quero explicar o título do artigo. Chamei-lhe Trabalhadores Verdes porque é isso que me sinto, um balde bem jeitoso de porcaria que é deitado ao contentor para ser transformado continuamente naquilo que for mais conveniente aos dirigentes deste país. Verde, porque se formos muito rijos e reclamar-mos os nossos direitos somos descartados como uma fralda suja, com a conivência daqueles cujo único papel realmente importante deveria ser o de proteger o mexilhão que lhe garante ordenado, viagens e benefícios. E se todos os que estão nestas condições deixassem de pagar os impostos repugnantes que nos são exigidos durante um mês? Será que íamos todos presos ou que mudávamos alguma coisa?

   Enjoy 🙂

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The Breakdown – B. A. Paris

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      Ora cá estou eu de volta, desta feita para mais uma review de um livro. Traduzido para português como “À beira do colapso”, posso dizer-vos que devorei esta história num verdadeiro ápice. Foi uma espécie de shot que me deram: cheirei as primeiras páginas e fiquei intrigada, com a pontinha da língua provei o primeiro capítulo e percebi que ia ser forte. Mergulhei de cabeça e de um só travo cheguei ao fim. Pousei o livro na toalha e………. senti que queria beber mais daquele vício.

   Um thriller inquietante desde as primeiras linhas. Tudo começa quando um acontecimento estranho e inesperado toma lugar na vida de Cass, uma jovem professora. A partir desse momento, toda a sua existência nos meses seguintes é pautada por medo, insegurança e uma pitada de paranóia. Entre as várias questões que a assolam acerca da noite em que um atalho para casa e um carro parado num bosque marcam terminantemente o seu futuro, surge uma crescente inquietação quanto à possibilidade de Cass ter herdado a mesma doença que destruiu a vida da sua mãe – demência.

   Ao longo deste percurso ficcional debatemo-nos com uma das mais contundentes questões levantadas por esta obra: “se não podemos confiar em nós próprios, em quem poderemos nós confiar?”

   Percorremos cerca de 90% do livro com a sensação de que o incidente inicial é fruto de algo horrendo e sofremos com a protagonista. Queremos segurar-lhe a mão e segredar-lhe ao ouvido: “Eu sei de tudo; nada podias fazer; isto vai acabar bem”. Todavia, é impossível ignorar uma vozinha de fundo que nos diz que há algo mais para além do óbvio. Aliás, provavelmente esse óbvio é apenas uma ilusão propositadamente criada para fazer Cass cair num estado de total inércia e depressão. Todo o suspense psicológico criado à volta de um só evento, prende-nos a cada página.

   No geral, a protagonista não se apresenta como uma mulher forte e lutadora, pelo contrário. Ela assume um carácter sofredor e frágil, o que se pode tornar um pouco irritante por vezes. Porém, no final somos brindados com um “estalo na cara” quando essa mesma figura, até então débil, expõe toda a verdade salvaguardando-se por debaixo dessa capa de fraqueza e dúvida e garantindo assim, uma justiça limpa e segura.

   Para mim, um bom thriller é aquele que mexe não só com a nossa capacidade de distinguir o certo do errado, mas também com a nossa sensação de segurança e habilidade para confiar em nós e nos demais. Esta história conseguiu tudo isso e talvez esse tenha sido o motivo que me levou a lê-la em apenas três dias, de férias em pleno Alentejo, com tamanha voracidade que por escassos segundos o livro acabou mesmo por mergulhar na piscina pois perdi completamente a noção de que o tinha na mão quando tentei afastar uma abelha de mim!

   A autora B. A. Paris, nascida na Inglaterra mas que passou grande parte da sua vida de adulta na França, é detentora de outros romances como “Behind closed doors” e “Bring me back”, os quais contam já com milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

   Enjoy 🙂

Férias no Alentejo – zona certa, hotel errado!

   Olá gente! Que tal essas férias? Já foram ou ainda estão a ser? As minhas estão mesmo mesmo a terminar, e começo a sentir uma lágrimazita a marejar do meu olho…

   Bom, o propósito do post de hoje é falar da minha estadia por terras alentejanas, mais precisamente no interior norte, perto da aldeia do Crato. A decisão da zona foi relativamente fácil pois queríamos paz e sossego, longe de confusões típicas deste mês sempre tão agitado.

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   Quanto ao alojamento onde iríamos pernoitar, a escolha foi dura pois a oferta é imensa, diversificada e de um modo geral super aliciante à vista. Optámos pela Herdade da Rocha, Boutique Lodge, um espaço claramente pensado para deleitar os olhares críticos dos hóspedes e garantir um santuário de tranquilidade e relaxamento. Rodeados por vários hectares de vinha, podíamos encontrar pequenos refúgios recônditos ideais para um piquenique em família ou a dois. O hotel é pequeno mas a decoração é exímia, com enorme atenção ao pormenor.

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   Infelizmente, a experiência em si ficou bastante aquém das expectativas, principalmente sendo um alojamento classificado com 5 estrelas. Tudo parecia uma luta: o mau funcionamento do ar-condicionado foi alvo de várias reclamações pois os quartos pareciam O Inferno de Dante; a piscina era pequena mas chegava perfeitamente para o número de hóspedes, pena o filtro raramente funcionar, transformando a piscina num ecossistema próprio; a limpeza foi outro tiro ao lado, muito pouco certa ou coerente, tanto faziam de manhã como às 19h e pareceu-nos que durante toda a semana nunca trocaram as toalhas – não é algo necessariamente errado, eu em casa também não mudo as toalhas todos os dias, é dispendioso e pouco ecológico, mas talvez se explicassem isso, nós não tínhamos que conjeturar – ou varriam; no fundo não foram situações intoleráveis mas porquê ter uma saboneteira se o sabonete só aparecia se o pedíssemos? Porque é que as garrafas de vinho da herdade eram bem mais baratas no minimercado da vila do que no próprio hotel?

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   Para mim, e porque adoro comer, a alimentação foi o maior constrangimento. O restaurante tinha uma ementa catita, e na primeira noite decidimos comer por lá. A comida era saborosa e os ingredientes frescos mas para a quantidade e complexidade dos pratos, o preço pareceu-me exagerado. Tivemos por isso que partir em busca de alternativas.

   Para o almoço, acabámos por descobrir A Mercearia, no Crato, uma loja de produtos regionais que também servia petiscos e ai que bons que eram…. Sopinha e bolos caseiros, tapas e tibornas do melhor que há!

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   Já ao jantar, íamos à vila da Flor da Rosa comer ao Recanto. Comida tipicamente típica – perdoem-me a redundância – bem confeccionada, com o sabor sempre no ponto e a um preço ridiculamente inferior. Ai a açordinha era tão boa… e as migas com porco frito?! Babo só de pensar.

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   Ainda que tenhamos descansado bastante, ainda tivemos tempo para alguns passeios. Fomos ao Crato conhecer as suas pitorescas ruelas, passámos por Alter do Chão onde visitámos a Coudelaria Alter Real onde pudemos apreciar a beleza de algumas raças portuguesas de cavalos e esticámos ainda até Nisa em busca dos maravilhosos queijos da região.

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   Mas como o melhor vem no fim, o ponto alto da nossa estadia foram aqueles que conhecemos: a Olive, uma cadela rafeira alentejana que pertencia à Herdade, e uma família de três como nós, que falavam alto, levavam comida para dentro do quarto, gostavam de brincar na piscina e com quem desfrutámos da melhor companhia na nossa última noite, tornando-a a mais especial.

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   E pronto, aqui está um resumo do que foi uma grande semana, em que conheci locais e pessoas maravilhosas e relembrei que por vezes as coisas mais simples e despretensiosas são as melhores. Enjoy 🙂

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Parcerias?! Sim, obrigada!

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   Hello my peeps!!!! I’m back…. Não faleci nem emigrei, simplesmente dei início a um novo projecto que me tem mantido trés ocupada e daí a minha ausência.

   Retomando o ponto em que fiquei antes deste desaparecimento temporário. Se bem se recordam, no dia 27 de maio “emparelhei-me” com mais umas moças e realizámos uma sessão fotográfica no Museu Nacional do Teatro e da Dança.

   Ora, matematicamente falando foi qualquer coisa como 1 pseudo-blogger/fashionista + 1 maquilhadora + 1 fotógrafa + 1 loja de vestuário multi-marca + 3 não-modelos + 1 Museu = 1 tarde inesquecível, cansativa, divertida, repleta de aprendizagem e entre-ajuda. Não sou de todo matemático-competente, ainda assim esta espécie de equação revelou-se o espelho perfeito do que havia idealizado. Acima de tudo atingimos o objectivo máximo: levar a cabo uma sessão fotográfica com vários intervenientes a custo zero, ou seja utilizando apenas como moeda de troca os serviços prestados por cada uma.

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   Tudo começou porque a Liliana, dona da Linei, queria ter fotografias novas e diferentes para exibir as novas colecções de algumas das marcas disponíveis na sua loja. Um local cheio de charme e bom gosto onde só encontramos nomes portugueses, evidenciando claramente a qualidade do sector têxtil e de calçado no nosso país. Muita variedade, como aliás poderão ver nas fotos, que nos permitiu criar três looks distintos para cada modelo, cada ocasião e cada estilo e complementámos com peças de bijuteria nacional. Bem sei que neste momento estão já a murmurar entre dentes: “Deve ser pouco caro, deve!”, mas desengane-se pois aqui não há exurbitâncias.

www.facebook.com/LINEI

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   Em conversa com a Soraia, a maquilhadora, esta disponibilizou-se para contribuir com aquilo que faz de melhor: transformar o rosto das modelos por meio de blushes e sombras. Uma profissional de excelência que adora o que faz e que está em constante actualização de produtos e técnicas de modo proporcionar a cada cliente uma experiência única e absolutamente personalizada. Para além disto, actua também como consultora de beleza, ajudando a nível do cuidado da pele.

www.facebook.com/Soraia-Carcavelos

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   As modelos foram como que “brotando” do nosso círculo de amigos, e escolhemos cada uma pelas suas características únicas e diferentes. A Jéssica, a Iolanda e a Marisa, prontificaram-se a participar neste dia, simplesmente porque sim, porque lhes pedimos e elas aceitaram, porque queriam ter esta experiência e porque nós precisávamos delas.

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   Era chegado o momento de encontrar uma fotógrafa e, por esta altura tínhamos como único critério o facto de ter que ser mulher. Porquê?, perguntam vocês – e porque não? Talvez para mostrarmos que as mulheres sabem ser unidas quando é preciso, talvez porque todas sabíamos que assim nos sentiríamos mais confortáveis, talvez porque decidimos que esta seria uma parceria no feminino porque era o que fazia maior sentido. Após publicarmos pedido de fotógrafa no grupo de facebook Mulheres à Obra, recebemos várias mensagens mas acabámos por escolher a Marta. Igualmente jovem, com garra e a mesma vontade de triunfar, vinha de longe, de transportes, num domingo e o seu portfólio demonstrava uma visão do Mundo meio assimétrica, tal e qual a que eu idealizara. Conseguiu não só extrair o melhor de cada modelo, como pegar num local e em peças que ela nunca tinha visto e trazê-los para o seu imaginário.

www.facebook.com/Dialetosdeluzmsp

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   Por fim faltava-nos porventura a peça chave de toda esta aventura: o local. Pois bem e esse avizinhava-se o mais complicado. Onde iríamos nós encontrar um espaço que não só nos desse permissão para fotografar, com as comodidades necessárias a tal actividade, mas que acima de tudo, se incluísse na imagem que eu tinha de algo meio disforme, diferente e tridimensional? Foi então que alguém me sugeriu: E se fosse num Museu?! Com a breca…. Parecia uma epifania, gente. Lembrei-me do “meu” Museu, onde tantas vezes me deixei levar pelo reino da fantasia – Museu Nacional do Teatro e da Dança. Não quero levantar muito o véu quanto a este local porque será um dos meus próximos artigos, mas posso sem dúvida afirmar que é um sítio despretensioso, que nos reverte para as raízes e nos transmite uma enorme sensação de magia, uma espécie de mini-Nárnia, que à primeira vista não nos oferece grande espectáculo mas, depois de transpormos a primeira sala, nos vemos envoltos em fatos mirabolantes, lantejoulas e um sem fim de histórias. Um enorme obrigada ao Dr. José Alvarez, pela sua enorme amabilidade na cedência do espaço e à Céu, Amélia, Graça e outros pela simpatia com que nos receberam e “aturaram”.

www.facebook.com/Museu-Nacional-do-Teatro

www.museudoteatroedanca.gov.pt

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   Bom, e afinal que papel tive eu? Simples, fui quem juntou todas as pecinhas deste puzzle, quem engendrou este plano meio louco e idealizou o cenário final para esta empreitada. Ou não fosse eu senhora de uma mente meio idílico-estranho-estrambólica.

   Para que serviu isto tudo? Para mostrar que quando há vontade, podemos tornar ideias em realidade. Penso que afinal é possível, ainda hoje, usar a troca de serviços ou bens como forma de publicitar e dar maior visibilidade ao nosso negócio. Que somos apenas indivíduos que, uma vez agrupados em matilha conseguimos fazer as coisas acontecer sem necessidade de transacções monetárias efectivas.

   Foi trabalhoso, assustador por vezes, mas no fim de contas servimos algumas chapadas sem mão de bandeja aos que nos vaiaram por acharem que a falta de pagamento é indigno ou desprestigiante. Acima de tudo, conheci pessoas novas, vivi uma nova experiência – que serviu agora de mote para o novo projecto em que me envolvi – brinquei, aprendi, revivi locais e pessoas e sinceramente……… mal posso esperar pela próxima!

   Convido-vos agora a verem o slideshow de toda a sessão no Facebook.

Enjoy 🙂

Yoga e Pilates – igualmente diferentes

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        Foto retirada da página Susana Vie

   Bom fim-de-semana minha gente linda! Pois é, cá estou de volta para vos trazer um tema que sempre me intrigou e à falta de informação que me satisfizesse a curiosidade, decidi perguntar a alguém cuja profissão assenta precisamente nestas duas modalidades – Susana Vie, instrutora de pilates.

   Segundo a Susana, “as duas práticas trabalham elementos parecidos como o estar concentrado na respiração sincronizada com os movimentos – a consciência corporal. No entanto, há muitas diferenças.”

   Ela começou por explicar que “o senhor Joseph Pilates para compor o seu método baseou-se em práticas como o Yoga, Tai Chi, entre outras, conferindo ao Pilates no solo um total de 34 exercícios que podem ser adaptados de acordo com nível de iniciado ou  avançado.” De um modo geral, o Pilates centra-se na tonificação muscular, melhoramento da postura e do condicionamento físico, para além de ter ainda um papel importante na construção de bem-estar de quem o pratica: “isto aliado aos exercícios de respiração fazem deste um excelente método no desenvolvimento da capacidade de concentração, bem como no alívio do stress e da ansiedade”, acrescentou a treinadora, que trabalha também com atletas profissionais para quem estas características são basilares para a execução das suas actividades.

   Contrariamente a outras modalidades, o Pilates foca-se na respiração e na força dos músculos do core ou powerhouse, isto é, todos os seus movimentos partem do que a Susana denomina como “um centro activado e forte”. A maior parte dos exercícios são feitos no solo de modo a permitir a total estabilização e alongamento do corpo, sendo que este último centra-se em torno do esqueleto e das vértebras.

   Pilates e Yoga, ambos assentam na respiração. Contudo, há diferenças. Se no primeiro a respiração é forçosamente diafragmática, no Yoga há mais de 50 técnicas distintas, dependendo do objectivo a atingir e das necessidades de cada um. Algumas destas incidem não propriamente a nível físico, mas sim como instrumentos de relaxamento, oxigenação do cérebro, fornecer clareza mental e aguçar o raciocínio, causar euforia ou pelo contrário calma e energia.

Mas o que é então o Yoga? De acordo com a instrutora, este pode ser definido como “um método prático cuja finalidade é atingir o autoconhecimento, (…) utilizando também, mas não exclusivamente, técnicas corporais denominadas asanas (posições físicas do Yoga)”. Havendo várias escolas de Yoga, umas dão uso apenas a métodos de meditação, outras são mais tradicionais e devotas aos princípios básicos. Ainda assim, podemos atingir estados meditativos com qualquer uma destas técnicas.

   Com o passar do tempo, esta actividade tornou-se um meio de aliviar o stress, relaxar e obter uma melhor forma física e dado que nem todos buscam autoconhecimento, é essencial adaptar a suas diferentes técnicas à necessidades de cada um.

Em jeito de conclusão, ambas as actividades físicas sobre as quais falei são acima de tudo formas de garantir um estilo de vida mais saudável, quer a nível físico quer mental, utilizando como ferramenta principal um controlo adequado da respiração, como forma de atingir maior plenitude individual!

   Não me despeço sem agradecer montões à instrutora Susana por toda a informação que tão gentilmente me cedeu, e a qual me permitiu a mim, e espero que a vocês também, finalmente perceber a diferença entre duas modalidades tão praticadas e, a meu ver, tão completas. Portanto, para quem quiser ficar a saber mais ou até ter algumas aulas individuais de alguma destas, aqui fica sem dúvida a minha recomendação – Susana Vie.

T:+351 968 684 803 | www.susanavie.com | info@susanavie.com | Skype: vie.susana

Facebook: susana.vie.HighPerformanceTraining

Globos de Ouro SIC 2018

   Hello again! Mais uma segunda-feira cheia de novidades e desta feita com o carimbo da maior festa de reconhecimento do talento artístico português – os Globo de Ouro. Pelo primeiro ano, assisti à gala do início ao fim e acho que foi um belo espectáculo de luz e cor, por onde desfilaram não só vestidos maravilhosos, mas acima de tudo o grande talento que compõe parte do sector da cultura no nosso país. Antes do que vocês mais querem saber, quero apenas parabenizar o maravilhoso trabalho do apresentador César Mourão, que não só encantou com as suas piadas de improviso, como soube quando deveria remeter-se ao silêncio, assim como deixar uma palavra de surpresa positiva a propósito da homenagem que a SIC fez não só aos artistas que faleceram em 2017, como também às vítimas dos incêndios. Well Done!

   Sem dúvida que os nossos famosos demonstram uma preocupação crescente com os looks que escolhem para o momento da passadeira vermelha, prova disso foi a enorme dificuldade que tive na escolha do top – que por norma é 5 mas desta vez teve que ser 6. Quero ainda deixar uma nota, quanto ao facto de grande parte dos artistas (mais os femininos) terem optado por estilistas portugueses, revelando a qualidade indubitável dos mesmos pois todos estiveram à altura com criações estupendas e arrebatadoras, entre os quais se destacou Luís Carvalho.

   E sem mais demoras vamos ao Top 6.

 

Cláudia Vieira – Luís Carvalho       Ana Marques – Luís Carvalho

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Sofia Cerveira – Luís Carvalho       Ana Patrícia – Gio Rodrigues

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Maria Botelho Moniz                   Margarida Vila-Nova

–  Vítor Silva                                    – Miguel Vieira

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   Não o incluí exactamente no Top pelo simples facto de que……bom, o mesmo já estava a rebentar pelas costuras. Contudo, queria deixar um grande !BRAVO! ao caríssimo Cláudio Ramos porque realmente sabe ousar com muito estilo e elegância, neste outfit fora da caixa também de Luís Carvalho.

Cláudio Ramos - Luís Carvalho

foto retirada do Instagram

   Que acharam? Sei que os Globos são muito mais do que apenas vestidos, e de um modo geral concordei com alguns vencedores, outros nem tanto. Mas sinceramente, tenho plena consciência das minhas lacunas relativamente ao meio artístico, pelo que prefiro abster-me de grandes divagações não fundamentadas e cingir-me àquilo que me apaixona e faz querer escrevinhar estas linhas.

   Enjoy 🙂

Como lidar com as “más energias”

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Photo by Maxime Lelièvre on Unsplash

   Olá gente da minha terra! Neste início de semana, escolhi trazer-vos um tópico que me é particularmente próximo: azar e más energias. Pois bem, quem me conhece sabe que eu sou aquela pessoa a quem tudo de cómico e inesperado acontece. Felizmente até hoje têm sido acima de tudo situações grotescamente disparatadas e inusitadas. Sou aquela pessoa de quem os outros dizem: “só a ti”. É como se uma família de aliens entediados tivesse decidido divertir-se numa tarde de chuva intergaláctica, usando-me como paciente numa versão tecno-creepy do jogo “Operação”.

   Sabem aquela pessoa que estraga os diversos aparelhómetros tecnológicos ainda antes de lhes tocar? Sou eu! E aquela que consegue colocar todo um sem fim de virús em telemóveis e computadores? Sou eu! Ou ainda a que cai estupidamente de chinelos ou que se esquece de esbater os pingos de base que espalhou estrategicamente na cara, antes de sair de casa? Sou eu também…

   Durante estes últimos anos tenho-me perguntado cada vez com mais frequência o porquê desta minha aparente acumulação exagerada de “electricidade e más energias”. Decidi então trazer-vos este tema, pois acredito (ou pelo menos assim espero) que haja por aí muita gentinha que se debate com as mesmas dificuldades que eu, no sentido de vos dar perspectivas diferentes que expliquem o mesmo fenómeno. Curiosos? Então vamos a isso.

1 – Psicologia Positiva – Liliana Patrício

   Surge no final dos anos 90, pelas mãos do ex-presidente da American Psychological Association, Martin Seligman, como um dos ramos científicos da Psicologia. Apresenta-se como um novo olhar quanto ao bem-estar individual e colectivo do ser humano, estudando comportamentos positivos e a sua importância na nossa existência, através da aceitação do que é negativo e da criação de estratégias que visam transformar o que há de pior em algo que nos fortaleça.

   Segundo a Liliana e a psicologia positiva, as “más energias” são apenas a manifestação da nossa maior valorização do negativo face ao positivo. Isto é, o facto de darmos mais relevância às dificuldades em si do que ao aprendermos e crescermos com as mesmas.

   Assim, a solução para uma existência mais descomplicada será reconhecer o que há de bom em quaisquer situações más, reflectir sobre tais acontecimentos e utilizar essa aprendizagem como fonte de amadurecimento e valorização de tudo o que temos de bom. Como diz a Liliana: “Se estas coisas te acontecem é porque são para ti” e acredito na máxima que só nos é dado aquilo que conseguimos suportar!

2 – Terapias sistémicas e Reiki – Ana Sofia Correia

   Astrologia, Astrogenealogia, Constelações Sistémicas Familiares e Organizacionais, Formação e Reiki, são as áreas em que a Ana Sofia actua e com as quais procura ajudar o ser humano a conhecer-se melhor quer nas qualidades e pontos fortes como nos medos e obstáculos. A combinação destes diferentes campos de estudo, permite uma análise aprofundada ao presente e ao passado de cada um de nós, que é depois transposta para uma mais fácil aceitação e compreensão de quem somos e qual o nosso valor.

   Para a Ana e as terapias que defende, as “más energias” não existem, pelo contrário. O que vemos são diversos tipos de energias que potencializam o que temos de melhor e nos possibilitam uma visão mais livre e abrangente da vida.

   Assim, ela sugere então que quando nos deparamos com circunstâncias descritas como “má sorte”, devemos tirar algum tempo e reflectir sobre o que esses eventos poderão querer dizer ou qual o caminho para onde eles nos querem levar. No fundo, nada é bom ou mau, tudo dependerá sempre da forma como estamos dispostos a encarar todo e qualquer acontecimento, pois no fim de contas é isso que cria o nosso “eu” individual.

https://www.facebook.com/anasofiacorreiaterapeuta/
www.anasofiacorreia.pt

3 – Terapia Holística – Anabela Carpinteiro

   A Anabela rodeia-se de uma série de terapias distintas como Leitura da Aura, Reiki, Numerologia, Quirologia ou Mesa radiónica que se interligam entre si como forma de estudar o “invisível” do ser humano, permitindo uma maior sensação de bem-estar ou até providenciar alguma orientação profissional.

   Desde logo rejeita o termo “más energias” explicando que: “todos nós somos feitos de energia e precisamos estar sempre equilibrados energeticamente”. O simples facto de estarmos constantemente a dizer ou a relevar coisas negativas, parece produzir uma forte atracção dessas mesmas energias “más”. Por outro lado, estamos rodeados de “entidades” ou “espíritos” daqueles que partiram antes de nós mas que por algum motivo estão ainda presos ao plano terrestre, com o intuito de nos fazerem passar alguma mensagem.

   Para solucionar ou aliviar momentos com grande carga negativa, devemos meditar e fazer uma auto-análise. Contudo, por vezes tal não é suficiente pelo que recorrer a uma sessão se Reiki ou Leitura de Aura podem ajudar a limpar energeticamente a nosso corpo. Para manifestações mais imediatas como os choques eléctricos, nada melhor do que um mergulho integral (ou pelo menos os pés) nas águas do nosso belo mar.

https://www.facebook.com/happyaura.pt/

   Como conclusão, apercebo-me que “ver o copo meio cheio” é meio caminho andado para afugentarmos energias negativas e, mesmo quando somos inundados por elas, não devemos encará-las como o fim, mas sim como o princípio de algo melhor, algo que não estávamos a conseguir identificar e como tal foi necessário tornar-se mais evidente de modo a captar a nossa atenção e atrair-nos para o caminho mais adequado à nossa pessoa.

   Em tom de despedida, aproveito para agradecer à Liliana, à Ana Sofia e à Anabela, por terem respondido às minhas questões, ajudando-me a perceber melhor o porquê de certas coisas e apontando ideias de como lidar com elas. Um enorme obrigada e, para aqueles que nem sempre têm a capacidade de ultrapassar obstáculos por si mesmos, recomendo uma visita a estas meninas e deixem que elas vos guiem positivamente.

   Enjoy 🙂