Yoga e Pilates – igualmente diferentes

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        Foto retirada da página Susana Vie

   Bom fim-de-semana minha gente linda! Pois é, cá estou de volta para vos trazer um tema que sempre me intrigou e à falta de informação que me satisfizesse a curiosidade, decidi perguntar a alguém cuja profissão assenta precisamente nestas duas modalidades – Susana Vie, instrutora de pilates.

   Segundo a Susana, “as duas práticas trabalham elementos parecidos como o estar concentrado na respiração sincronizada com os movimentos – a consciência corporal. No entanto, há muitas diferenças.”

   Ela começou por explicar que “o senhor Joseph Pilates para compor o seu método baseou-se em práticas como o Yoga, Tai Chi, entre outras, conferindo ao Pilates no solo um total de 34 exercícios que podem ser adaptados de acordo com nível de iniciado ou  avançado.” De um modo geral, o Pilates centra-se na tonificação muscular, melhoramento da postura e do condicionamento físico, para além de ter ainda um papel importante na construção de bem-estar de quem o pratica: “isto aliado aos exercícios de respiração fazem deste um excelente método no desenvolvimento da capacidade de concentração, bem como no alívio do stress e da ansiedade”, acrescentou a treinadora, que trabalha também com atletas profissionais para quem estas características são basilares para a execução das suas actividades.

   Contrariamente a outras modalidades, o Pilates foca-se na respiração e na força dos músculos do core ou powerhouse, isto é, todos os seus movimentos partem do que a Susana denomina como “um centro activado e forte”. A maior parte dos exercícios são feitos no solo de modo a permitir a total estabilização e alongamento do corpo, sendo que este último centra-se em torno do esqueleto e das vértebras.

   Pilates e Yoga, ambos assentam na respiração. Contudo, há diferenças. Se no primeiro a respiração é forçosamente diafragmática, no Yoga há mais de 50 técnicas distintas, dependendo do objectivo a atingir e das necessidades de cada um. Algumas destas incidem não propriamente a nível físico, mas sim como instrumentos de relaxamento, oxigenação do cérebro, fornecer clareza mental e aguçar o raciocínio, causar euforia ou pelo contrário calma e energia.

Mas o que é então o Yoga? De acordo com a instrutora, este pode ser definido como “um método prático cuja finalidade é atingir o autoconhecimento, (…) utilizando também, mas não exclusivamente, técnicas corporais denominadas asanas (posições físicas do Yoga)”. Havendo várias escolas de Yoga, umas dão uso apenas a métodos de meditação, outras são mais tradicionais e devotas aos princípios básicos. Ainda assim, podemos atingir estados meditativos com qualquer uma destas técnicas.

   Com o passar do tempo, esta actividade tornou-se um meio de aliviar o stress, relaxar e obter uma melhor forma física e dado que nem todos buscam autoconhecimento, é essencial adaptar a suas diferentes técnicas à necessidades de cada um.

Em jeito de conclusão, ambas as actividades físicas sobre as quais falei são acima de tudo formas de garantir um estilo de vida mais saudável, quer a nível físico quer mental, utilizando como ferramenta principal um controlo adequado da respiração, como forma de atingir maior plenitude individual!

   Não me despeço sem agradecer montões à instrutora Susana por toda a informação que tão gentilmente me cedeu, e a qual me permitiu a mim, e espero que a vocês também, finalmente perceber a diferença entre duas modalidades tão praticadas e, a meu ver, tão completas. Portanto, para quem quiser ficar a saber mais ou até ter algumas aulas individuais de alguma destas, aqui fica sem dúvida a minha recomendação – Susana Vie.

T:+351 968 684 803 | www.susanavie.com | info@susanavie.com | Skype: vie.susana

Facebook: susana.vie.HighPerformanceTraining

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Globos de Ouro SIC 2018

   Hello again! Mais uma segunda-feira cheia de novidades e desta feita com o carimbo da maior festa de reconhecimento do talento artístico português – os Globo de Ouro. Pelo primeiro ano, assisti à gala do início ao fim e acho que foi um belo espectáculo de luz e cor, por onde desfilaram não só vestidos maravilhosos, mas acima de tudo o grande talento que compõe parte do sector da cultura no nosso país. Antes do que vocês mais querem saber, quero apenas parabenizar o maravilhoso trabalho do apresentador César Mourão, que não só encantou com as suas piadas de improviso, como soube quando deveria remeter-se ao silêncio, assim como deixar uma palavra de surpresa positiva a propósito da homenagem que a SIC fez não só aos artistas que faleceram em 2017, como também às vítimas dos incêndios. Well Done!

   Sem dúvida que os nossos famosos demonstram uma preocupação crescente com os looks que escolhem para o momento da passadeira vermelha, prova disso foi a enorme dificuldade que tive na escolha do top – que por norma é 5 mas desta vez teve que ser 6. Quero ainda deixar uma nota, quanto ao facto de grande parte dos artistas (mais os femininos) terem optado por estilistas portugueses, revelando a qualidade indubitável dos mesmos pois todos estiveram à altura com criações estupendas e arrebatadoras, entre os quais se destacou Luís Carvalho.

   E sem mais demoras vamos ao Top 6.

 

Cláudia Vieira – Luís Carvalho       Ana Marques – Luís Carvalho

fotos – Vasco Silva (Observador)

Sofia Cerveira – Luís Carvalho       Ana Patrícia – Gio Rodrigues

fotos – Vasco Silva (Observador)

Maria Botelho Moniz                   Margarida Vila-Nova

–  Vítor Silva                                    – Miguel Vieira

fotos – Vasco Silva (Observador)

   Não o incluí exactamente no Top pelo simples facto de que……bom, o mesmo já estava a rebentar pelas costuras. Contudo, queria deixar um grande !BRAVO! ao caríssimo Cláudio Ramos porque realmente sabe ousar com muito estilo e elegância, neste outfit fora da caixa também de Luís Carvalho.

Cláudio Ramos - Luís Carvalho

foto retirada do Instagram

   Que acharam? Sei que os Globos são muito mais do que apenas vestidos, e de um modo geral concordei com alguns vencedores, outros nem tanto. Mas sinceramente, tenho plena consciência das minhas lacunas relativamente ao meio artístico, pelo que prefiro abster-me de grandes divagações não fundamentadas e cingir-me àquilo que me apaixona e faz querer escrevinhar estas linhas.

   Enjoy 🙂

Como lidar com as “más energias”

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Photo by Maxime Lelièvre on Unsplash

   Olá gente da minha terra! Neste início de semana, escolhi trazer-vos um tópico que me é particularmente próximo: azar e más energias. Pois bem, quem me conhece sabe que eu sou aquela pessoa a quem tudo de cómico e inesperado acontece. Felizmente até hoje têm sido acima de tudo situações grotescamente disparatadas e inusitadas. Sou aquela pessoa de quem os outros dizem: “só a ti”. É como se uma família de aliens entediados tivesse decidido divertir-se numa tarde de chuva intergaláctica, usando-me como paciente numa versão tecno-creepy do jogo “Operação”.

   Sabem aquela pessoa que estraga os diversos aparelhómetros tecnológicos ainda antes de lhes tocar? Sou eu! E aquela que consegue colocar todo um sem fim de virús em telemóveis e computadores? Sou eu! Ou ainda a que cai estupidamente de chinelos ou que se esquece de esbater os pingos de base que espalhou estrategicamente na cara, antes de sair de casa? Sou eu também…

   Durante estes últimos anos tenho-me perguntado cada vez com mais frequência o porquê desta minha aparente acumulação exagerada de “electricidade e más energias”. Decidi então trazer-vos este tema, pois acredito (ou pelo menos assim espero) que haja por aí muita gentinha que se debate com as mesmas dificuldades que eu, no sentido de vos dar perspectivas diferentes que expliquem o mesmo fenómeno. Curiosos? Então vamos a isso.

1 – Psicologia Positiva – Liliana Patrício

   Surge no final dos anos 90, pelas mãos do ex-presidente da American Psychological Association, Martin Seligman, como um dos ramos científicos da Psicologia. Apresenta-se como um novo olhar quanto ao bem-estar individual e colectivo do ser humano, estudando comportamentos positivos e a sua importância na nossa existência, através da aceitação do que é negativo e da criação de estratégias que visam transformar o que há de pior em algo que nos fortaleça.

   Segundo a Liliana e a psicologia positiva, as “más energias” são apenas a manifestação da nossa maior valorização do negativo face ao positivo. Isto é, o facto de darmos mais relevância às dificuldades em si do que ao aprendermos e crescermos com as mesmas.

   Assim, a solução para uma existência mais descomplicada será reconhecer o que há de bom em quaisquer situações más, reflectir sobre tais acontecimentos e utilizar essa aprendizagem como fonte de amadurecimento e valorização de tudo o que temos de bom. Como diz a Liliana: “Se estas coisas te acontecem é porque são para ti” e acredito na máxima que só nos é dado aquilo que conseguimos suportar!

2 – Terapias sistémicas e Reiki – Ana Sofia Correia

   Astrologia, Astrogenealogia, Constelações Sistémicas Familiares e Organizacionais, Formação e Reiki, são as áreas em que a Ana Sofia actua e com as quais procura ajudar o ser humano a conhecer-se melhor quer nas qualidades e pontos fortes como nos medos e obstáculos. A combinação destes diferentes campos de estudo, permite uma análise aprofundada ao presente e ao passado de cada um de nós, que é depois transposta para uma mais fácil aceitação e compreensão de quem somos e qual o nosso valor.

   Para a Ana e as terapias que defende, as “más energias” não existem, pelo contrário. O que vemos são diversos tipos de energias que potencializam o que temos de melhor e nos possibilitam uma visão mais livre e abrangente da vida.

   Assim, ela sugere então que quando nos deparamos com circunstâncias descritas como “má sorte”, devemos tirar algum tempo e reflectir sobre o que esses eventos poderão querer dizer ou qual o caminho para onde eles nos querem levar. No fundo, nada é bom ou mau, tudo dependerá sempre da forma como estamos dispostos a encarar todo e qualquer acontecimento, pois no fim de contas é isso que cria o nosso “eu” individual.

https://www.facebook.com/anasofiacorreiaterapeuta/
www.anasofiacorreia.pt

3 – Terapia Holística – Anabela Carpinteiro

   A Anabela rodeia-se de uma série de terapias distintas como Leitura da Aura, Reiki, Numerologia, Quirologia ou Mesa radiónica que se interligam entre si como forma de estudar o “invisível” do ser humano, permitindo uma maior sensação de bem-estar ou até providenciar alguma orientação profissional.

   Desde logo rejeita o termo “más energias” explicando que: “todos nós somos feitos de energia e precisamos estar sempre equilibrados energeticamente”. O simples facto de estarmos constantemente a dizer ou a relevar coisas negativas, parece produzir uma forte atracção dessas mesmas energias “más”. Por outro lado, estamos rodeados de “entidades” ou “espíritos” daqueles que partiram antes de nós mas que por algum motivo estão ainda presos ao plano terrestre, com o intuito de nos fazerem passar alguma mensagem.

   Para solucionar ou aliviar momentos com grande carga negativa, devemos meditar e fazer uma auto-análise. Contudo, por vezes tal não é suficiente pelo que recorrer a uma sessão se Reiki ou Leitura de Aura podem ajudar a limpar energeticamente a nosso corpo. Para manifestações mais imediatas como os choques eléctricos, nada melhor do que um mergulho integral (ou pelo menos os pés) nas águas do nosso belo mar.

https://www.facebook.com/happyaura.pt/

   Como conclusão, apercebo-me que “ver o copo meio cheio” é meio caminho andado para afugentarmos energias negativas e, mesmo quando somos inundados por elas, não devemos encará-las como o fim, mas sim como o princípio de algo melhor, algo que não estávamos a conseguir identificar e como tal foi necessário tornar-se mais evidente de modo a captar a nossa atenção e atrair-nos para o caminho mais adequado à nossa pessoa.

   Em tom de despedida, aproveito para agradecer à Liliana, à Ana Sofia e à Anabela, por terem respondido às minhas questões, ajudando-me a perceber melhor o porquê de certas coisas e apontando ideias de como lidar com elas. Um enorme obrigada e, para aqueles que nem sempre têm a capacidade de ultrapassar obstáculos por si mesmos, recomendo uma visita a estas meninas e deixem que elas vos guiem positivamente.

   Enjoy 🙂

 

Exuberância na Gala Met 2018

  Jennifer Lopez – Balmain                       Gigi Hadid – Versace

                  foto: Jamie McCarthy/Getty Images                      foto: Just Jared

      Olá, olá! Cá estou eu de novo e desta vez para vos falar daquele que é talvez um dos eventos (senão “O” evento) mais extravagante dos Estados Unidos da América. De nome Met Gala, este acontecimento temático decorre todos os anos em Nova Iorque, mais precisamente no Metropolitan Museum of Art Costume Institute, como forma de angariar receitas para a secção de Moda do mesmo. Assim, une-se o espírito de beneficência à sumptuosidade de um desfile de celebridades sempre com base num tema previamente deliberado, que permite aos criadores darem asas à sua criatividade reprimida e aos convidados excederem o limite do aceitável e esperado.

   Aconteceu no passado dia 7 de maio e este ano teve uma temática particularmente conturbada, ou não envolvesse ela religião. “Corpos celestiais: moda e o imaginário católico” , deram o mote a um sambódromo das mais majestosas e excêntricas criações que possam imaginar. Se em outras edições desta gala achei que apenas imperou a soberba, este ano fiquei realmente maravilhada com a acutilância e primor com que cada vedeta seguiu o tema.

   Poderia falar das escolhas mais exuberantes como as de Rihanna, Madonna ou Katy Perry contudo, prefiro remeter-me para aquelas que, ainda respeitando o tema e mostrando ousadia nas suas preferências, brilharam em trajes impactantes mas “usáveis”.

Zendaya – Atelier Versace           Priyanka Chopra – Ralph Lauren

foto: INSTARImages                            foto: Just Jared

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Blake Lively – Atelier Versace          foto: Getty Images

      E vocês, qual foi ou foram os looks que vos deixaram mais de “cabeça à roda”? Ansiosinha por saber…. Enjoy 🙂

Uma visão ecológica da morte

fotos retiradas do site da empresa

   Olá caríssimos, como estamos esta semana?

   Hoje venho-vos falar de um assunto do qual a maioria de nós foge a sete pés, com a rapidez de um Usain Bolt e a destreza de um contorcionista de circo: a morte. Para ser inteiramente verdadeira, não me refiro ao acto em si mas sim ao depois, o que acontece aos nossos restos mortais e às hipóteses que temos de, até no “outro” lado, podermos fazer a diferença.

   Até agora, contávamos com enterro em caixão e cremação, isto claro está, se pensarmos na maioria das civilizações ocidentais evoluídas. Mas parece que a tendência do verde, do respeito pela natureza e da tentativa de aproximação a algo maior e mais puro, também aqui está a amadurecer e a evoluir para outros pastos.

   Surge assim o conceito de Urnas Biodegradáveis, pela mão da empresa SigmaPack a qual apoia piamente a sustentabilidade ambiental, acreditando que até na morte podemos fazer escolhas saudáveis e eu pergunto, porque não? Vou começar por explicar-vos de quem falo. Esta marca é constituída por um grupo de empresas, todas elas com uma vertente ecológica cuja intenção maior é a preservação e manutenção do meio-ambiente, no sentido de prolongar a vida no nosso planeta de forma sustentável.

   “Faz algum sentido, em pleno século XXI derrubar 2 árvores para se fazer um caixão de madeira que vai ser queimado ou enterrado?”. Esta foi para mim a premissa que me cativou de imediato e me fez procurar mais informação. Realmente que sentido faz utilizar métodos que danificam e maltratam o meio que nos rodeia, se nem sequer vamos usufruiu do resultado final? Não faz sentido algum. Com esta e outras ideias no pensamento, a SigmaPack decidiu criar urnas biodegradáveis para humanos e animais (sim porque eles, talvez mais do que alguns humanos que conheço, também merecem o seu repouso eterno).

   Foi daqui que nasceram a BioTree e a PerETtuate, um sistema ecológico de urnas biodegradáveis que permite uma absoluta comunhão com a natureza, já que em cada urna há uma semente que vai sendo germinada ao mesmo tempo que a urna se vai biodegradando, até ao momento em que as raízes se encontram fortes o suficiente para se unirem à cinzas contidas no interior da cápsula. Poderá haver algo mais completo do que o retorno a Terra de forma a gerar um novo ser vivo? “Ashes to ashes, dust to dust” não é verdade?

   Garantidamente que este sistema foi pensado a fundo, pois para além da variedade de árvores pelas quais podem optar, a urna está adpatada quer para interior quer para exterior, há a hipótese de criação de um memorial online, traz uma etiqueta de georreferenciação e uma pulseira memorial feita à mão além de uma série de serviços de enorme competência e profissionalismo, que garantem um processo digno e pacífico.

   A máxima desta empresa prende-se com a ideia de transformar os cemitérios em florestas, e a mim parece-me uma perspectiva bastante inovadora, ecologicamente responsável e acima de tudo preocupada com as gerações que partem e ainda mais com as que virão, para que possam encontrar um planeta naturalmente verde ao invés de um aglomerado tecnológico cinzento e frio.

   Porque as melhores coisas da vida são sem dúvida as mais simples, porque haveremos de chorar em cima de um caixão, se podemos conversar pacificamente com um ser vivo enquanto o alimentamos e nutrimos?!

   Aqui vos deixo os links onde poderão obter mais informações:

http://www.sigmapack.pt

https://www.facebook.com/sigmapack.pt/

   Enjoy 🙂

 

Nude – a cor sem cor

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Foto: Renata Fraga em Unsplash

   Olá babes! Hoje venho-vos falar de uma tendência que irá continuar a fazer furor nesta Primavera/Verão tendo-se tornado uma forma de afirmação mais do que uma simples “moda” – tons nude.

   Se durante uma vida, estes tons sempre foram considerados irritantemente aborrecidos, de há uns anos a esta parte adquiriram todo um novo estatuto pela mão da caríssima Kim Kardashian. Como trend-setter que é – por mais que não consiga compreender os vestidos de látex, certo é que toda a gente segue os desaires desta senhora – foram as suas indumentárias ousadas e impensáveis em tons neutros ou cor-de-pele que deram um novo fôlego a esta tonalidade.

   Desde então, beges, nudes, cremes, têm vindo a reclamar o seu espaço no pantone presente nos nossos roupeiros bem como nas nossas bolsas de maquilhagem. São várias as formas de utilizar estas cores, por isso deixo-vos aqui algumas ideias de como o fazer sem acabarem a parecer um cajú sem sal!

   Look integral

A sobreposição de várias nuances de nudes, cremes e beges, cria não só uma imagem visual mais interessante e apelativa, como é um excelente truque para disfarçar ou atenuar as zonas problemáticas, recorrendo a tons mais escuros, e acentuando áreas mais apetecíveis mediante pequenos contrastes de luz em brancos velhos e cremes claros, ou ainda arriscando num padrão de nudes integral.

Misturas

   Padrões animais, tons pastel neutros ou ganga, são uma excelente forma de compensar a suavidade dos nudes, conferindo-lhes mais riqueza e garantindo um toque mais pessoal, adaptando-o consoante a ocasião e marcando uma quebra com o corriqueiro.

Apontamentos

Para quem não consegue passar sem cor, ou para os adeptos do preto básico, acessórios nude são a forma ideal de complementar qualquer indumentária, dando-lhe mais classe e um estilo próprio. Desde chapéus, óculos de sol, écharpes, sapatos e malas, tudo serve para ornamentar um look ou transpô-lo de dia para noite.

   Aqui ficam então, algumas dicas sobre uma estéctica minimalista que eleva qualquer indumentária, fazendo-nos sentir maravilhosas como uma Kardashian, menos o mau gosto e patetice!

   Enjoy 🙂

 

 

 

E vivi feliz para sempre

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foto: Cristian Escobar em Unsplash

   Olá gente gira! Como estamos de amores? Pois bem, é esse mesmo o tema de hoje: Amor. Ou será que devo dizer Paixão? Bom, a denominação pode parecer algo irrelevante mas de facto, não é.

   Enquanto meninas (e para muitos meninos também), a nossa infância é passada sobremaneira a sonhar com príncipes e princesas, castelos longínquos em locais inóspitos e plenos de fertilidade emocional e formosura. Todos os malditos contos e historietas que chegavam até nós eram de uma perfeição divina e faziam-nos crer que essas dinâmicas românticas e familiares eram efectivamente reais e perfaziam a “norma” de qualquer vida.

   Mas o tempo passou, essas meninas e meninos cresceram e ao invés de personagens repletas de tudo o que é belo, de casas na floresta e conversas com passarinhos, anões amigáveis ou lobos meio-maus, deparámo-nos com imensidões galopantes de feiura e desencantos. E não, não falo no lado físico da questão, refiro-me sim à podridão e malvadez de mil bruxas más que parece habitar nos corações de tantos falsos enamorados. Perante isto apraz-me dizer simplesmente: What the Fuck? Um WTF com letra maiúscula e a negrito, por favor.

   Desilusões amorosas são clichés, e sim, é crucial passar por elas para podermos dar o verdadeiro valor que o que é realmente verdadeiro – passo a redundância. Mas cai-se uma, cai-se duas, cai-se três e parece que à quarta estamos dormentes. Já não sentimos como antes, já não aspiramos a tanto como antes, já não nos entregamos como antes. Ficamos marcados, qual vaca cravada com um ferrete em brasa. E o pior? É que as outras é que são as vacas (ou bois), as que antes de nós deixaram lembretes do que não fazer e por isso nos danificaram enquanto seres individuais, condicionando todos os relacionamentos daí em diante. Vista bem a coisa, o lado emocional da vida moderna está hoje refém das acrobacias do gado alheio: vacas, porcos, cabras, bois.

   Como se isto não fosse obstáculo suficiente ao romance, outra questão maior se levanta: e então é amor ou paixão ou “uma cena”? Sim, sim meus caros. Nos dias que correm, temos mais denominações para relacionamentos a dois do que cartas num baralho. E percebê-las? Garantidamente pior do que desmistificar sonetos de Luís de Camões e letras do Abrunhosa.

   Após alguns anos de análise e estudo aprofundado, eis que cheguei a uma mão cheia de conclusões que me trouxeram alguma paz de espírito. Amor e paixão são indubitavelmente conceitos diferentes e, não andam amiúde de mãos dadas. A paixão é uma espécie de bomba nuclear de sensações irritantemente alegres, insaciáveis e incontroláveis que se traduz numa empolgação generalizada da mais pequena situação. Não assegura, porém, longevidade ou fidelidade. Para muitos este é o primeiro estádio de qualquer relacionamento, mas a mim parece-me mais a etapa solitária de um fantasma futuro em construção. Talvez isto explique o porquê da expressão: “paixão assolapada” – ou seja, disfarçada ou encoberta.

   Já o amor, esse é algo mais leve, menos comprometedor e mais consciente. Não amamos à primeira vista, vamos amando cada vez mais, porque vamos conhecendo cada vez mais de forma despretensiosa. Quando é amor, também não temos nada por certo, mas o medo de perder faz-nos ser mais atentos e deliberados ao invés de vulcânicos e explosivos. Mas aqui, o tempo pode ser igualmente um inimigo devastador, que expõe a totalidade do que somos de uma forma demasiado nua, revelando por vezes lados menos bonitos e principescos. A relação vai sofrendo tombos até atingir um nível de desgaste impossível de ultrapassar e então, tudo são arrufos e discussões, enfados e animosidades, ou simplesmente a indiferença instala-se.

   Resumindo este maranhal de ideias, por algum motivo as palavras “relações” e “ralações” são tão semelhantes. O facto de escolhermos continuamente fazermos parte de uma, nunca terá uma razão clara ou evidente. E não, mãe, não existem contos de fadas que terminem com “e viveram felizes para sempre”, porque a felicidade não depende única e exclusivamente de um sentimento ambíguo e demasidamente vago, que nunca chegamos a saber com total certeza se sentimos ou não, ou de um único ser que nos suporta.

   A felicidade, essa é bem mais simples de discernir para mim. Baseia-se não apenas no amor trazido por uma relação equilibrada, mas também pela amizade que nutrimos por aqueles com quem sempre partilhámos os nossos segredos mais sombrios e que ainda assim permanecem ao nosso lado, pela paixão que temos pelo que fazemos com a nossa vida, pela realização profissional, o amor incondicional de filhos e/ou sobrinhos, e outros que tais, pela vivência positiva que construímos connosco próprios ou o respeito por nós e pelos outros e pela nossa capacidade de lutarmos sem nunca nos resignarmos.

   No fim de contas, seja amor ou paixão, estejamos sós ou acompanhados, é o nosso entendimento daquilo que nos faz feliz que nos ajuda a erguer a cabeça todos os dias e continuar. É uma fórmula matemática em constante mutação com muitas somas, algumas subtracções, mas cujo resultado deve ser sempre igual a crescimento e aprendizagem.

   Enjoy 🙂

 

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foto: Ali Yahya em Unsplash