‘Tugas nos Óscares de Hollywood

   Ora, se no último post falei dos “nativos” de Hollywood e as suas escolhas para a gala dos Ócares, acho que seria muito injusto da minha parte não falar da presença portuguesa nesse mesmo evento.

   Foram duas as figuras “realmente” nacionais que nos representaram na 90ª cerimónia de eleição dos melhores entre os melhores na arte do cinema: Sofia Cerveira e Raquel Strada.

   A primeira foi a enviada da SIC para fazer a cobertura do evento. Uma mulher já de si elegante e bastante sóbria que não desapontou de todo as minhas expectativas. Usou dois vestidos diferentes, para dois momentos diferentes.

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fotos retiradas do site: SIC Caras

   Ambos os vestidos são criações de Luís Carvalho, com sandálias Luís Onofre e jóias Carolina Curado o que significa que ambos os looks foram inteiramente criados por artistas portugueses – porque quem desenha peças assim é, no meu dicionário, um artista! E haverá melhor forma de expor o trabalho de alguém do que numa “galeria móvel” que irá ser captado por centenas de flashes e apreciada por milhões?

   Qualquer um dos looks usados nesta noite pela Sofia são de uma graciosidade e simplicidade maravilhosas. Algo que, na verdade, penso que combina em absoluto, com a própria actriz – não, não a conheço mas admitamos que todos nós temos uma ideia ou um pré-conceito acerca de toda e qualquer pessoa que se “cruze” connosco, ainda que só no écran. A maquilhagem e o penteado estavam muito bem pensados já que permitiam uma passagem fácil entre um outfit e o outro. Irrepreensível, e mais não tenho a dizer.

   A segunda figura, e esta com uma relevância gigantesca para a moda em geral e para a moda nacional em particular, foi a Raquel Strada.

                                                 raquel strada

foto retirada do site: SIC Caras

   Antes de mais quero dizer que só alguém muito de bem consigo mesmo veste o que ela veste, da forma como ela veste. Não se trata aqui de ter um bom corpo ou não, de ser mais ou menos bonita, trata-se sim do à vontade com que nos sentimos na nossa própria pele e de como nos encaramos ao espelho todas as manhãs. Certamente que a Raquel também terá dias menos bons, em que tudo em nós nos parece dantesco. Ainda assim, ela transpira confiança, sensualidade e muita muita “parvoíce” – calma gente, não é com sentido negativo que digo isto, pelo contrário, é uma parvoíce saudável de quem não se leva muito a sério, de quem corre atrás do que quer, de quem sabe exactamente as batalhas que quer travar e onde elas a poderão levar, sem nunca se acomodar com o que já foi.

   O seu look, ainda que escuro, não retirou em momento algum todo o brilho que ela emana. Num vestido Missoni, a Raquel conseguiu arriscar com camadas (amigas não é fácil ficar bem com roupas feitas a pensar em bolos de casamento), num tecido com textura e uma linha de decote pouco convencional. Já dizia Robert Browning: ” less is more” e nunca este conceito minimalista fez tanto sentido como aqui. Ela estava praticamente despida de acessórios, com excepção de uns brincos Degrissono, e ainda assim absolutamente arrebatadora.

   Parece que, cada vez mais, o nosso pequeno Portugal se está a afirmar como a grande nação que sempre foi e que há, para além do Futebol, todo um país repleto de indivíduos mais do que capazes de nos representar indubitavelmente bem.

   Enjoy 🙂

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