Paleo – estilo de vida ou mais uma dieta?

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   Caríssimos da minha vida, armei-me em jornalista séria e enchi um bando de gente com um montanha de perguntas (umas mais descaradas que outras) para vos trazer tudo sobre esta “nova” forma de alimentação: PALEO.

   Nunca fiz dieta na minha vida e, a bem da verdade, nem tinha por hábito preocupar-me muito com o que metia à boca. Isto tudo deve-se talvez ao facto de ter tido sempre que lutar para engordar e não o oposto, o que me permitia (e até agora ainda vai permitindo) comer de tudo e na quantidade que quisesse. O certo é que, a idade vai passando e o nosso organismo começa a dar-nos indicações bastante claras de que algo está a mudar. Recentemente, o meu digníssimo (para quem não sabe é o meu namorido, macho latino, personagem com tanto de irritante como de amoroso e dedicado) foi ao sr. doutor e veio de lá com ar de poucos amigos, ou não tivesse ele ouvido a palavra “obeso”. Ao que tudo indica isto caiu-lhe que nem bigorna em cima do Beep Beep. Perante este abre olhos duplo – o dele e o meu – decidimos alterar os nossos hábitos alimentares.

   Ora, foi precisamente daí que surgiu a ideia de escrever sobre esta forma de alimentação – PALEO. Comecemos pelo início (passo a redundância). O termo designa uma dieta paleolítica, ou seja um regime alimentar que consiste numa alimentação contemporânea à base de legumes, carne, peixe, fruta, ovos, frutos secos e sementes. A ideia base é poder-se ingerir qualquer alimento desde que seja proveniente directo da natureza, isto é, que não seja processado ou “contaminado” de modo algum por aditivos, emulsionantes, corantes ou outro. É quase um regressar às origens, que assenta na moderação e no que é biológico.

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foto retirada do site

   Actualmente há já umas quantas abordagens diferentes a este regime alimentar, que vão desde os extremistas – para quem apenas uma mão cheia de alimentos podem efectivamente ser ingeridos; passando pelos “é quase mas não é bem” – todos aqueles que levam uma espécie de vida dupla: durante o dia PALEO, durante a noite “marcha tudo”; até à abordagem que mais gostei e me pareceu sem dúvida a mais equilibrada que é simplesmente denominada por PALEO DESCOMPLICADO (uma denominação tuga que poderão ficar a conhecer em pormenor no site http://paleoxxi.com/)

   Tive a oportunidade de “entrevistar” (cortesia das novas tecnologias assim como do Facebook e grupo MAO – Mulheres à Obra – que em minutos me permitiram um acesso fácil e directo) alguns seguidores deste regime alimentar. Falei com o Rui, as Ana’s, a Márcia e a Teresa, aos quais agradeço imenso pela simpatia e paciência com que responderam a todas as questões que lhes atirei e cujas experiências, histórias e projectos vocês irão poder conhecer melhor aqui e nas suas páginas, cujos links deixarei mais abaixo.

   Todos foram unânimes quanto ao motivo que os levou a iniciar esta caminhada: perda de peso e/ou a procura de uma vida mais saudável. As maiores dificuldades que sentiram, contrariamente a muitas outras dietas, não foi fome, mas sim abrir mão de certos alimentos/ingredientes. Para o Rui foi sem dúvida o açúcar, esse doce veneno que nos entope as veias e nos cria uma dependência desesperante. Segundo ele, passou os primeiros 15 dias com dores de cabeça constantes, mas no final valeram a pena e celebraram uma máxima pela qual ele se rege: “Se vives num corpo, deves fazer o melhor por ele.” Teve então que encontrar outras formas de saciar a sua vontade de algo doce e decidiu-se pelo mel, açúcar de côco e tâmaras de medjool (à venda no Celeiro). A Ana também sentiu falta do açúcar mas o pior foi, à semelhança da Teresa, o pão. Ah, o pão… um Lúcifer enfarinhado e leve, qual Branca de Neve adormecida. Mas até este pode ser substituído por opções mais apropriadas. Para tudo o que envolvesse farinhas a solução passou por dar lugar a farinhas menos nocivas mas que ao mesmo tempo têm maior teor nutritivo, tais como amêndoa, côco e linhaça (entre outras). Aqui fica um link para uma lista de alimentos permitidos, bastante clara e descritiva, e algumas sugestões de refeições e alternativas:

   Questionei também a relação das crianças com esta forma de alimentação e a resposta foi tão simples como as anteriores: é tudo uma questão de adaptação, mais fácil claramente para aqueles que aplicam esta metodologia logo desde nascença. No caso da Márcia, a família toda adoptou este estilo de vida até porque já cumpriam alguns dos pressupostos desta dieta.

  Perguntei a todos qual o melhor conselho a quem fosse embarcar neste regime alimentar e aconselharam-me a: obter a informação correta (o chamado “emprenhar pelo ouvido” não é nada aconselhável quando se fala da nossa saúde), escolher bons produtos de origem segura e acima de tudo, pensar no que é melhor para o nosso corpo e claro está, para uma melhor qualidade de vida.

   Então a pergunta mantém-se: será o PALEO uma dieta ou um estilo de vida? Parece-me claro que, para todos os meus “entrevistados” isto é já parte do que eles são, parte da sua forma de encararem a vida e de manterem o corpo são. Sem fanatismos ou excessos, todos eles adoptaram este regime alimentar e transformaram-no em algo seu, adequando-o às suas necessidades e constrangimentos e isto meus caros, é uma forma muito equilibrada de manter também a mente sã e viver em plenitude. E se na vossa cabeça está já aquela ideia do “não tenho tempo” ou “não sei fazer essas coisas”, apresento-vos a Ana Risso da Sweet Potato Paleo, que confecciona refeições PALEO para entrega ao domicílio – agora é que vos tramei não é?!

   Para mim, que estou em constante aprendizagem e crescimento, esta foi mais uma lição e talvez tenha descoberto um estilo de vida camaleónico o suficiente para que eu me sinta confortável em implementá-la sem que para isso tenha que forçar uma couve-flor pela goela do meu homem abaixo, ou recorrer a auto-flagelação sempre que me apetecer uma costeleta de porco preto!

   E vocês o que acham? Seria algo a considerar no vosso dia-a-dia?! Esta frase que a Teresa me indicou (de fonte anónima como ela própria disse) resume bem a meu ver o ideal Paleo: “É um apelo ao consumo de comida de verdade” e complementou ainda com “há que descascar mais e desembalar menos”. E se acham que isto não é para todos, deixo-vos as páginas:

Teresa Abreu, Corroios, militar – facebook e instagram @healthybites2016

Rui Silva, Paredes, empregado de balcão/armazém – facebook @diariodeumpaleo

Márcia Patricio, engenheira zootécnica, Almograve – facebook @temperosdaargas

Ana Risso, trabalhadora independente, Paço d’ Arcos – facebook e instagram @sweetpotatopaleo

Ana Pabla, nutricionista – facebook @Paladares Primitivos Nutricionista Drª Ana Pabla

Enjoy 🙂

 

 

2 pensamentos sobre “Paleo – estilo de vida ou mais uma dieta?

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