Dia Mundial da Voz

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   Hoje, dia 16 de Abril, celebra-se o Dia Mundial da Voz e decidi mencioná-lo pois enquanto professora a minha voz é talvez dos principais (senão o principal) instrumentos de trabalho para exercer. Bom, isso e o facto de ser uma tagarela nata e qualquer topicozito me servir de sujeito para autênticas dissertações gigantescas.

   Quando me constipo, a minha voz ressente-se logo e por norma torna-se mais rouca, com algumas falhas. Contudo, em Dezembro de 2016 deparei-me com algo novo: estava totalmente afónica e o mesmo depois em Janeiro. Fui encaminhada para o otorrino de urgência, no Hospital Egas Moniz e descobri que tinha nódulos nas cordas vocais. Sem me querer alongar, até porque no fim de contas não foi nada de grave, tive que fazer terapia da fala e a minha percepção da sua importância mudou completamente.

   Como se costuma dizer, “só se dá valor a algo quando o perdemos” e nada poderia adequar-se melhor a esta situação. Na altura, decidi ir na mesma dar aulas pois sabia que encontraria uma forma de solucionar a questão mas, como devem calcular, manter 1 sala com 25 Minions hiperactivos quietos e calados, sem poder falar, foi no mínimo desafiante.

   No fim aprendi 2 coisas: que não me poder expressar aberta e claramente por falta da voz era algo que não queria voltar a experienciar, pois foi como se uma parte de mim se tivesse desligado e eu não estivesse “eu” por inteiro, e depois que sem voz, os miúdos portaram-se melhor do que nos restantes dias e o silêncio sem dúvida imperou na sala. Pareciam fascinados com a minha necessidade de expressão escrita e gestual, visto que a que habitualmente uso estava afectada, e na verdade, eles próprios mostraram-se intrigados mas contentes com esta outra forma de aprendizagem.

   Foram-me passadas 10 sessões de terapia da fala, das quais apenas consegui fazer 5 pois não tinha mesmo tempo (nem dinheiro) para mais. Ainda assim, o terapeuta era excepcional e consegui perceber a importância da respiração correcta e do posicionamento adequado da voz.

   Até agora, não voltei a sentir o mesmo. Aliás, hoje em dia, uso a minha voz de uma forma muito mais ponderada, mesmo quando canto a pulmões no carro ou se preciso dar um daqueles berros grotescos que vão de uma ponta da escola à outra para garantirem eficazmente que sou ouvida se tiver que interromper as diabruras dos garotos.

   Seja qual for a vossa profissão, sejam mais ou menos faladores, cantem bem ou mal, preservem esse dom tão bonito que é o da fala e não negligenciem os discurso dos mais novos também. Não só o que dizem é importante, mas igualmente a forma e o timbre com que o fazem podem significar muito além do que imaginamos!

   Enjoy 😉

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